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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
quinta-feira, 27 de março de 2014
Crônica
Mudar dói, mas faz a diferença. Já pensou nisso?
A educação é a base de tudo, exigimos urgentemente que os governos se posicionem e tomem as grandes medidas necessárias para refrear o aquecimento global e outras consequências gravíssimas e andamos nas ruas e vemos pessoas jogando papel na sarjeta (quando chegam até a sarjeta).
A solidariedade, que é um fator fundamental de mudança de atitude, é aprendido de berço. Andamos no calçadão zigue-zagueando, para evitar colidir com as outras pessoas, que, numa atitude extremamente egocêntrica, andam como ovelhas seguindo o rebanho, incapazes de um gesto carinhoso de dar a vez a outra pessoa. Isto será maldade da parte delas? Não acredito, tem mais geito de ser produto de maus hábitos criados na infância e que não foram corrigidos ao longo da vida por falta de vontade (dá trabalho romper paradigmas).
A frase conhecida: "farinha pouca, meu pirão primeiro" , que tem regido os relacionamentos humanos em seus diversos âmbitos, é um paradigma perfeitamente passível de ser trocado, mas para isso é exigido um esforço pessoal que gera gasto de energia.
Não podemos ficar parados, nossa missão é grandiosa, chega de falsa humildade, aqueles que já se deram conta do que precisa ser mudado tem o COMPROMISSO de entrar em ação imediatamente. É preciso assumir aquela atitude básica e fundamental de "fazer a sua parte", atitude esta que, somada, pode manter nosso planeta habitável.
Bel Plá
A educação é a base de tudo, exigimos urgentemente que os governos se posicionem e tomem as grandes medidas necessárias para refrear o aquecimento global e outras consequências gravíssimas e andamos nas ruas e vemos pessoas jogando papel na sarjeta (quando chegam até a sarjeta).
A solidariedade, que é um fator fundamental de mudança de atitude, é aprendido de berço. Andamos no calçadão zigue-zagueando, para evitar colidir com as outras pessoas, que, numa atitude extremamente egocêntrica, andam como ovelhas seguindo o rebanho, incapazes de um gesto carinhoso de dar a vez a outra pessoa. Isto será maldade da parte delas? Não acredito, tem mais geito de ser produto de maus hábitos criados na infância e que não foram corrigidos ao longo da vida por falta de vontade (dá trabalho romper paradigmas).
A frase conhecida: "farinha pouca, meu pirão primeiro" , que tem regido os relacionamentos humanos em seus diversos âmbitos, é um paradigma perfeitamente passível de ser trocado, mas para isso é exigido um esforço pessoal que gera gasto de energia.
Não podemos ficar parados, nossa missão é grandiosa, chega de falsa humildade, aqueles que já se deram conta do que precisa ser mudado tem o COMPROMISSO de entrar em ação imediatamente. É preciso assumir aquela atitude básica e fundamental de "fazer a sua parte", atitude esta que, somada, pode manter nosso planeta habitável.
Bel Plá
segunda-feira, 24 de março de 2014
A casa de Rubem Alves- Jardins
"Menino, os jardins eram o lugar de minha maior felicidade. Dentro da casa os adultos estavam sempre vigiando: “Não mexa aí, não faça isso, não faça aquilo...“ O Paraíso foi perdido quando Adão e Eva começaram a se vigiar. (...)
Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado!"
Rubem Alves (Correio Popular, Caderno C, 01/07/2001.)
Havia uma jabuticabeira que eu considerava minha, em especial. Fiz um rego à sua volta para que ela bebesse água todo dia. Jabuticabeiras regadas sempre florescem e frutificam várias vezes por ano. Na ocasião da florada era uma festa. O perfume das suas flores brancas é inesquecível. E vinham milhares de abelhas. No pé de nêspera eu fiz um balanço. Já disse que balançar é o melhor remédio para depressão. Quem balança vira criança de novo. Razão por que eu acho um crime que, nas praças públicas, só haja balancinhos para crianças pequenas. Há de haver balanços grandes para os grandes! Já imaginaram o pai e a mãe, o avô e a avó, balançando? Riram? Absurdo? Entendo. Vocês estão velhos. Têm medo do ridículo. Seu sonho fundamental está enterrado debaixo do cimento. Eu já sou avô e me rejuvenesço balançando até tocar a ponta do pé na folha do caquizeiro onde meu balanço está amarrado!"
Rubem Alves (Correio Popular, Caderno C, 01/07/2001.)
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